Bilbo Bolseiro, um ladr…hobbit…

 

Para min o importante, principalmente em um livro, é parar por um momento, esfriar a cabeça e analisar um personagem. Talvez eu não vá contar nenhuma novidade sobre esse importante personagem. Mas não quer dizer que não direi algo impercebível. Falar sobre uma fascinante criatura e pesquisá-la não é só simples, mas sim curioso.

Numa toca no chão vivia um hobbit…”; a primeira frase do livro “O Hobbit” e uma das mais marcantes. Bilbo Bolseiro é um hobbit muito respeitado, não só pelo seu sobrenome ou por ter também o sangue de um Tûk, mas sim por que pela primeira vez fez algo inesperado, tornou-se o primeiro dos Bolseiros, mas não o último, a fazer parte de uma grande aventura em que jamais passara pela sua cabeça. É percebível de que e um hobbit esperto e hospitaleiro.

Podemos, digo, qualquer um pode analisar as diferenças das características dos dois Bolseiros: Bilbo e Frodo. Bilbo por si mesmo, além de hospitaleiro, odiava ser interrompido de suas atividades diárias, mas também não gostava de nada inesperado. Isto é bem percebível na seguinte frase abaixo:

“Ele gostava de visitas, mas gostava de conhecê-las antes que chegassem, e preferia convidá-las por sua própria conta. Teve um pensamento horrível de que o bolo poderia não ser suficiente, e então ele, como anfitrião, que sabia de sua obrigação e se resignava a ela apesar do sofrimento, poderia ter de ficar sem [...].”

Trecho retirado do livro “O Hobbit”. – Página 7

Bilbo era um hobbit que gostava, por quanto menos conhecesse, de fazer seus conidados se sentirem bem; confiantes com relação à hospitalidade de Bilbo. É percebível de que ele não faz e nunca fez por orgulho. Diferente de alguns, porem, poucos hobbits. Seria muito bom se todos pensassem e agissem como Bilbo Bolseiro…

“Na hora em que tinha acabado de pegar todas as garrafas e comidas e facas e garfos e copos e pratos e colheres e coisas empilhadas em grandes bandejas, já estava ficando com muito calor, e com o rosto vermelho e zangado.

- Raios partam esses anões! – disse em voz alta. – Por que eles não vêm dar uma ajuda? [...].”

Trecho retirado do livro “O Hobbit”. – Página 10 a 11

Bilbo acostumava a resmungar e a pensar mentalmente sobre algo que o deixava desagradável. Sempre mantendo o respeito com as suas visitas, mas às vezes pensava tão alto  que acabava resmungando em voz alta, cuja, devido sua casa obter corredores parecidos com um tubo, ecoava sob a casa inteira. Um hobbit se sente extremamente incomodado com isto, gosta de guardar seus pensamentos momentâneos para si.

“Enquanto eles cantavam, o hobbit sentiu agitar-se dentro de si o amor por coisas belas feitas por mãos, com habilidade e com mágica, um amor feroz e ciumento, o desejo dos corações dos anões. Então alguma coisa dos Tûk despertou no seu íntimo, e ele desejou ver as grandes montanhas, e ouvir os pinheiros e as cachoeiras, explorar as cavernas e usar uma espada ao invés de uma bengala. [...]. “  Trecho retirado do livro “O Hobbit”. – Página 15

Bilbo Bolseiro, um hobbit culto e esperto. Gostava das belezas, dos artefatos e das histórias criadas por todas as raças. Um hobbit de grande paixão por coisas novas. Mas, dentre os nomes Bilbo e Bolseiro ainda havia o nome Tûk que herdara de sua mãe: Beladona Tûk, e principalmente do Velho Tûk.

Bilbo, por si mesmo, estava despertando o seu sangue de um Tûk. A sua paixão por aventuras começara a crescer mesmo ainda que pequena e lenta. Durante toda sua trajetória junto com os treze anões e, por um tempo, Gandalf, Bilbo foi culpado pelos problemas que eles tiveram. Principalmente com um incidente com três trolls. Gandalf adotara Bilbo como um ladrão e durante toda a aventura sempre havia alguém que o chamava desse jeito.

Com relação ao incidente com os três trolls, Bilbo fora enviado com intenção de explorá-los, porém, suas chamas de um Tûk cresceram e ao tentar roubar alguns suprimentos dos mesmos… fora capturado.

“ – Bilbo Bolseiro, um ladr… hobbit – disse o pobre Bilbo, todo tremendo e perguntando-se como poderia emitir sons de coruja antes que o enforcassem. [...]. “

Trecho retirado do livro “O Hobbit”. – Página 35

Talvez o tamanho e o alcance de seus braços não limitassem sua coragem. Bilbo livrou os anões de outros problemas, inclusive uma breve “visita” ao rei da Floresta das Trevas.

Mas ao mesmo temo em que ele ajudava seus companheiros, já sem Gandalf, Bilbo cometeu um grave erro. Foi na Montanha Solitária, alguns dias antes dos acontecimentos e ainda com Gandalf, em que Bilbo venceu, por sorte, Gollum em uma disputa de charadas, e também por sorte conseguiu ter posse do O Um Anel. O Um Anel fora útil na escapatória de Bilbo dos Orcs e futuramente, no resto de sua aventura.

É visível os feitos de Bilbo Bolseiro, e de que não era um hobbit de mal caráter, esperto e culto… Mas foi-se desta aventura, em que iniciou novamente o caos de Sauron. (Vide a trilogia “O Senhor dos Anéis”).

Por várias vezes, o próprio Hobbit se arrependia da grande aventura. Pensou, aliás, pensava por diversas vezes em sua toca hobbit… em “A Colina”, tentando esquecer o que acontecia naquele momento. É provável que um hobbit, é um ser pequeno e por isso as dificuldades em um combate corpo a corpo são de grande desvantagem; mas é visível em Bilbo, de que ele sempre se manteve em pé e seguiu o mago Gandalf, cuja colocara em Bilbo, muita confiança.

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